Observatório de racismo nas redes

 

Esse projeto ambiciona ampliar a capacidade de monitoramento e combate a conteúdo racista publicado em redes sociais. Atuamos na construção de métodos e técnicas capazes de organizar o conhecimento em torno das variadas formas de racismo em ambientes digitais. Em outras palavras, é um modo de abordar suas dimensões mais marcantes, não apenas a ofensa em si, mas em como essa ofensa pode se estruturar politicamente, socialmente e culturalmente. Consideramos que o discurso dessa natureza pode se apresentar publicamente de várias formas (xingamentos diretos, ofensas veladas, frases de ataque, etc.), assumir formatos diversos (texto, imagem, vídeo etc.), abrigar-se de modo disperso por múltiplas redes, além de ter graves impactos políticos e sociais.

 

O propósito é construir um centro multidisciplinar de pesquisa e aplicação de serviços capaz de contribuir decisivamente para a criação de ambientes sociais digitais mais democráticos, tolerantes, justos, pluralistas e respeitosos com minorias e grupos socialmente mais vulneráveis.

 

Na prática, o projeto se desenvolve em três linhas de atuação:

  • identificar discurso de ódio online relacionado a questões raciais e quais são suas características;
  • estabelecer padrões, índices e diretrizes para orientar a detecção de conteúdo de ódio racial nas redes digitais;
  • criar espaços de cooperação técnico-científica (pesquisas, cursos e treinamentos) entre agentes públicos e demais envolvidos da sociedade civil para monitorar e combater tal discurso.

 


Resultados

  • O relatório abaixo é um estudo sobre a repercussão do caso Moïse nas redes. Dentre os achados mais relevantes, está o fato de que a questão do racismo ainda aparece muito colateralmente mesmo em casos que geram tanta comoção, como o de Moïse. Menos de 10% dos comentários no Twitter e no Youtube citam termos ligados à questão racial. Clique e confira o relatório na íntegra.

 

 

 

 

 

Período de realização:

2022

Categoria:
Em andamento