Nova pesquisa! Caminhos da informação: principais hábitos informacionais dos brasileiros por região

As formas de consumir informação no Brasil estão longe de ser homogêneas. Enquanto em algumas regiões as redes sociais ocupam posição central no acesso a notícias, em outras a televisão, os aplicativos de mensagem ou os portais jornalísticos seguem desempenhando papel relevante. Essas diferenças estão no centro da nova edição do projeto Desigualdades Informativas, lançada pelo Aláfia Lab sob o título Caminhos da informação: principais hábitos informacionais dos brasileiros por região.

Pela primeira vez, a pesquisa volta seu olhar especificamente para as diferenças territoriais que estruturam as experiências informacionais dos brasileiros. O objetivo é compreender como fatores regionais influenciam as plataformas utilizadas, os formatos consumidos e os caminhos percorridos pelas pessoas para acessar notícias, conteúdos políticos e informações do cotidiano.

Os resultados mostram que não existe um único modelo de consumo informativo no país.

  •  No Nordeste, por exemplo, as redes sociais aparecem como principal fonte de informação para 57,8% da população, o maior percentual nacional. Quando o assunto é política, 47,2% dos nordestinos afirmam utilizar essas plataformas para se informar, também o maior índice registrado entre as regiões brasileiras.
  • No Norte, os aplicativos de mensagem possuem papel especialmente relevante na circulação de conteúdos informativos. Cerca de 33,9% dos entrevistados afirmam utilizar esses espaços para acessar informações, um dos maiores percentuais do país.
  • Já no Sudeste, a televisão mantém protagonismo quando o tema é política. A região é a única do Brasil em que a TV supera as redes sociais como principal fonte de informação política, alcançando 48,4% dos entrevistados.
  • O Centro-Oeste registra o maior índice nacional de acompanhamento de perfis políticos no Instagram (41,5%), enquanto 
  • O  Sul apresenta os menores índices de consumo de jornais e revistas impressas do país, com 4,9% e 3,1%, respectivamente.

Além das diferenças entre as cinco regiões, a pesquisa também investigou os contrastes entre capitais e interior. Os resultados apontam que, enquanto as capitais possuem uma dieta informativa mais institucionalizada, marcada pela presença da televisão e dos portais jornalísticos, o interior apresenta maior centralidade das redes sociais e dos aplicativos de mensagem, inclusive para o consumo de informação política.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto IDEIA entre os dias 24 e 25 de setembro de 2025, com uma amostra nacional de 1.512 entrevistas. O levantamento ouviu homens e mulheres com 18 anos ou mais em todas as regiões do país e possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.