23 fev Consumo de informação nas redes: Instagram é mais usado por mulheres, enquanto YouTube tem predominância masculina
O GLOBO | 2025
O consumo de informação nas redes sociais apresenta diferenças de padrão de acordo com o gênero. É o que mostra a nova edição do estudo “Desigualdades Informativas” publicado nesta terça-feira pelo Aláfia Lab, laboratório digital sediado em Salvador (BA). Enquanto as mulheres recorrem ao Instagram como plataforma principal para ter acesso a notícias, os homens acessam mais o YouTube.
Como mostra a pesquisa, o Instagram é considerado a rede prioritária por ambos os grupos, com maior adesão entre as mulheres (48,2%) em comparação aos homens (34,4%). Já o YouTube apresenta um consumo mais expressivo entre o público masculino (29%) do que entre o feminino (18,2%).
Quando questionados sobre em quais meios de comunicação costumam se informar, as mulheres demonstram maior preferência pelo acesso à informação por meio das redes sociais (55%), enquanto os homens têm um consumo ligeiramente maior de televisão (51,4%).
Os sites de notícias, por sua vez, são acessados em proporções próximas por ambos os grupos (36,4% das mulheres e 40,5% dos homens). Já o uso de aplicativos está presente na rotina de 20,3% das mulheres e 22,8% dos homens.
Informação sobre política
Os dados mostram que, apesar de todo o espectro político preferir atualmente as redes sociais para se informar, pessoas alinhadas à extrema direita são as que mais buscam esse meio como principal fonte de informação.
Segundo o estudo, 78,3% daqueles que se reconhecem como de extrema direita preferem as redes sociais como fonte principal de informação. Esse número cai à medida que se distancia o campo ideológico. Na direita, são 60% das pessoas. No centro, esquerda e extrema esquerda são, respectivamente, 54%, 57,1% e 38,5%.
Os pesquisadores realizaram 1.549 entrevistas por telefone entre os dias 10 a 13 de outubro de 2024. Foram ouvidos homens e mulheres residentes no Brasil com idade igual ou superior a 18 anos.