Mulheres são principais vítimas de racismo na internet 

TV Brasil – EBC  | 2025

Entre os anos de 2011 e 2025, as mulheres negras brasileiras foram as maiores vítimas de racismo nas redes sociais. As informações são da pesquisa “Brasil, mostra sua cara: retrato das vítimas de racismo online e o anonimato de seus agressores”, realizada pelo Aláfia Lab. 

Era para ser um momento de celebração: a arqueira Ane Marcelle conseguiu chegar às oitavas de final nas Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016, a melhor colocação brasileira na modalidade à época. Mas a dor ofuscou as vitórias após ataques racistas feitos pelas redes sociais. 

Em 2024, os casos de racismo pela internet alcançaram o maior número desde 2015. No ano passado, o Disque 100, serviço do governo federal que recebe queixas de violações de direitos humanos, recebeu 452 denúncias desse tipo de crime. As mulheres são seis em cada dez vítimas.

O ambiente digital acaba sendo propício para o discurso de ódio por facilitar o anonimato dos agressores e também pela falta de empenho das plataformas das redes sociais em combaterem essas práticas.