O processo de desinformação envolve uma miríade de atores – de cidadãos comuns a representantes políticos – e de comportamentos – de um simples reencaminhamento de mensagem a operações coordenadas bastante complexas.
Nessa interação multifacetada, as estratégias tecnológicas têm, certamente, um papel central. Elas muitas vezes passam despercebidas e acabam sendo vistas como naturais, neutras, parte constituinte do mundo digital, mas na verdade trata-se de escolhas estrategicamente orientadas.
Portanto, olhar o que está por trás das cortinas é não apenas uma forma de fazer um diagnóstico preciso da circulação informativa hoje, como também de formular alternativas para ela. Entender o fenômeno da desinformação, desde a sua concepção, produção, circulação e consequência, passa pela compreensão do modo como a invisibilização tecnológica afeta a circulação informativa. Assim, propomos nos nossos projetos olhar para a desinformação de forma holística – mais no atacado e menos no varejo.
Ampliar e aprofundar os conhecimentos sobre a relação entre o novo ecossistema de comunicação e a democracia a partir de diferentes realidades sociais, regionais e culturais.
Entender o fenômeno das fake news, desde a sua concepção, produção, circulação e consequência, passa pela compreensão do modo como a invisibilização tecnológica afeta a circulação informativa.
Compreender sobre como as mídias funcionam, como elas podem ser usadas e quais riscos oferecem em plataformas educacionais parece essencial, inclusive como forma de combate à desinformação.